Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

HISTÓRIA DE UM (RE)NASCIMENTO

 Uma vida

 

 111 anos de história

No primeiro dia de Janeiro de 1901, na então vila de Montemor-o-Novo, era dado à estampa o primeiro número do semanário «Democracia do Sul». Foi seu fundador Joaquim Pedro de Matos, apoiado financeiramente pelo Dr. Leão Magno Azedo e tendo na chefia da redacção, Eduardo Guerra Geraldo, meu avô.

O semanário assumiu-se desde o primeiro dia como “Órgão do Partido Republicano”, tendo funcionado naquela vila até 1917, quando Guerra Geraldo, já então seu proprietário, o levou para Évora, onde desempenhava funções na Junta Autónoma de Estradas.

Em 2 de Agosto de 1917 saiu, então, em Évora, o primeiro exemplar, com o número 787, sob a direcção, ora sucessivamente ora em conjunto, dos Drs. Calça e Pina, Câmara Manuel, Alberto Jordão e João Camarate Campos, permanecendo Guerra Geraldo como secretário gerente e editor.

Em 1 de Abril de 1921 tomou a designação de Diário Republicano e também Diário Republicano da Noite e assumia a sua propriedade a denominada “Empreza Democrática Alentejana” (sic), da qual meu avô era sócio gerente.

Por esse tempo, havia ainda em Évora, pelo menos, mais um jornal diário, o “Notícias d’Évora", e outras publicações regulares; mas “chegava para todos” (1).

Mas a República atravessava um momento confuso. O aparecimento do golpista Sidónio e a vitória fácil do Partido Nacionalista Republicano em 1918, provocaram estranhas movimentações no panorama partidário em Portugal, sobretudo nas diversas agremiações republicanas.  

A crise moral que então se vivia e se caracterizava “pela descoordenação de todas as energias nacionais” agravadas pelas “longas ditaduras de facções, em prejuízo da unidade e da integridade dos grandes partidos da República” (2) dita a necessidade de reorganização do leque partidário. Emerge, então o novel Partido Republicano Nacionalista, que se formou da união, em 27 Fevereiro de 1923, de dois dos mais importantes partidos republicanos ordeiros (Partido Republicano Liberal e Partido Republicano da Reconstituição Nacional).

O Partido Republicano Nacionalista conseguiu, neste quadro político competitivo, assumir-se desde a sua fundação como um partido com aspirações e estruturas para assumir o poder a nível local e regional. Nas eleições de 1925, triunfa claramente(3).

Para essa vitória, contribui decisivamente, a "Democracia do Sul", que se assumira em Montemor como jornal republicano, e com o surgimento do PRN se transformara em órgão oficioso deste partido (4).

Pouco depois, Salazar chegara ao poder e rapidamente consolidara a sua posição ditatorial. E ele não era lá grande adepto de ideais republicanos.

O PRN extinguia-se, esmagado por um misto de temores, represálias e expectativas, mesmo antes de Salazar decretar a falácia do "partido único".

Em 1 de Abril de 1934, depois de várias ameaças que punham em causa os empregos de meus avós (minha avó era professora em Alcáçovas), Guerra Geraldo, eterno republicano anti-clericalista, vê-se forçado a deixar o lugar na redacção da “Democracia do Sul”, fazendo-se substituir por um seu afilhado, Aníbal Queiroga Pires, que já vinha desempenhando as funções de secretário da redacção.

O jornal, ainda propriedade de Guerra Geraldo, que até então era impresso em tipografias externas, consegue adquirir oficina e “rotativa” própria, passando, em 24 de Janeiro de 1936, a ser concebido e totalmente executado, em sede própria.

Certo é que os “influentes” de então, sob a batuta do que viria a ser deputado da União Nacional, o reitor do liceu, promoveram uma invasão às instalações, com o rapazio da academia a destruir completamente todo o material do jornal que, deste modo, se viu forçado, novamente, a ser impresso numa tipografia da cidade.

A detenção de meu avô pela polícia política, na sequência da destruição das instalações do jornal, veio então impor-lhe o “abandono” definitivo da propriedade do jornal, ao mesmo tempo que era imposta a todos os funcionários públicos, a proibição de escreverem em jornais. A mordaça estava estabelecida; para muitos anos.

Por essas razões, procedeu-se a uma venda fictícia da “Democracia” a Aníbal Queiroga, em 10 de Agosto de 1938 e, a partir dessa data e até à hora da sua morte, em 1954, Eduardo Guerra Geraldo continuou a exercer como “director e proprietário sombra”, deslocando-se às instalações do jornal (que, entretanto, em 1938, voltara a ter oficinas próprias) tão pouco quanto possível, “acumulando” à magra reforma as funções de correspondente de “O Século”.

Aníbal Queiroga ficou à frente da empresa até 1962, data do seu falecimento, legando-a a seu filho, também Aníbal, que assumiu o lugar de chefe de redacção.

O diário entrava em inexorável “rampa descendente” e, quando Aníbal Queiroga filho, foi preso pela PIDE por se ter deixado envolver com os autores “do assalto da Figueira da Foz”, entrava em agonia, com a publicação desregulada e incerta.

Acabou por suspender a actividade em 1 de Agosto de 1971 e nem a posterior “venda do título”, a um setubalense, serviu para restabelece-la.

 

(1) Publicavam-se, simultaneamente, em Évora: os diários "Democracia do Sul" e o “Notícias d’Évora”; o bi-semanário, "O Democrático"; os semanários "A Terra Alentejana" e "A Defesa"; a revista, "Ilustração Alentejana" e outros periódicos regulares.

(2) Eduardo Geraldo, in Democracia do Sul, em 3 de Novembro de 1925, p.1.

(3) E foi deste modo que conseguiu quebrar a tradicional hegemonia do PRP e se assumiu como uma alternativa conservadora dentro do quadro republicano, no concelho de Évora, tendo conseguido obter importantes vitórias eleitorais nas últimas eleições da 1ª República.

Vence as Eleições legislativas no círculo de Évora em 1925, nas últimas eleições livres antes da implantação do Estado Novo, elegendo o deputado Alberto Jordão Marques da Costa, que fora (e posteriormente voltaria a ser) um dos directores do jornal “Democracia do Sul”.

(4) O Partido Nacionalista defendia intransigentemente a República e encontrava-se «entre duas reacções» a reacção monárquica e a reacção jacobina. Vingava “lutando contra todas as prepotências, protestando contra todas as ilegalidades, reagindo contra a série já imensa de actos que traduzem um acentuado desejo de subversão do existente”(«O Partido Nacionalista», in Democracia do Sul, 18 de Fevereiro de 1925, p. 1).

 

  

Plêiade de colaboradores

 

Durante a sua existência, foram inúmeros os colaboradores notáveis deste diário republicano. Brito Camacho, Fazenda Júnior, Heliodoro Salgado, Silvestre Falcão, Guerra Junqueiro, Fontana da Silveira, José do Vale, Amélia Freitas, Victor Santos, Aurora Jardim, Celestino David, Mário Coelho, Hernâni Cidade, Azevedo Gomes, Antunes da Silva, Alice Ogando, Pedro Monte, Alexandre Alvim, Cruz Malpique, Ruy de Andrade, Gil do Monte, António José Saraiva, Ramiro da Fonseca, João de Deus, M. Amélia Vaz de Carvalho, Macedo Papança (Conde de Monsaraz), Ana de Castro Osório, Etelvina Lopes de Almeida, Afonso Cautela, Maria Teresa Horta, José Cutileiro, Maria Rosa Colaço, Mário Gonçalves Viana, Vergílio Ferreira ou António José de Almeida são alguns dos nomes que se destacaram nas letras ou na política, de entre as centenas que mantiveram colaboração regular ou esporádica, com a “Democracia do Sul”, jornal que se destacou, assim, na vida cívica, honrando a sua região, alfobre de intelectuais e de guardiões dos ideais progressistas e positivistas.

 

 
 

Do berço à bengala, de Évora a Quarteira, de jornal a blog

A “Democracia”, como todos lhe chamavam, atravessou os sonhos da minha existência, guiou os meus primeiros passos, perdura na saudade de tudo o que amei na vida.

Pequenino, adorava sentar-me a uma secretária da pouco iluminada sala que funcionava como sede e redacção, na antiga Rua da Selaria, hoje Rua 5 de Outubro. Ali ficava horas, silencioso, olhos curiosos a fixar imagens para o futuro, preso ao vaivém dos tipógrafos, dos que ali iam ou para encomendar anúncios, ou para entregar a sua colaboração regular ou simplesmente para charlar um pouco com o meu avô ou com o Queiroga, entre sussurros conspirativos e miradas desconfiadas a quem passava para lá da montra. 

Numa secretária, num dos cantos da sala, era frequente a presença de meu pai, dependurado no seu eterno cachimbo e na sua aura de alheamento de tudo o que o rodeava, teclando furiosamente numa arcaica Underwood os relatórios da polícia e do hospital ou os textos manuscritos dos colaboradores. Que confusão me fazia por ele tanto repenicar nas teclas gastas, sem nunca precisar de para elas olhar!... Como é que os dedos saberiam em que tecla bater? Mistério...

Mas o meu poiso preferido era, de tarde, na tipografia, com entrada pela Rua de Valdevinos e ligada à redacção. Naquele ambiente místico, fascinado pelos dedos ágeis dos oficiais tipógrafos, na manobra mecanizada dos tipos móveis de chumbo: tic-tchic, tic-tchic, tic-tchic, tic tchic… Enquanto eu lambuzava as mãos a apanhar algum tipo que caia no chão, e mascarrava os calções de modo a merecer reprimenda quando chegasse a casa, compositores-caixistas, de pé, beata dependurada nos beiços e ar compenetrado, afadigavam-se junto aos seus componedores, tabuleiros de

mil divisões, cada uma delas com uma letrinha; olho no manuscrito, olho nas caixas, iam, peça por peça, que depois de os respectivos linguados terem passado pelo olhar atento do avô Geraldo, construindo o jornal, “visado pela Comissão de Censura”. (Nunca percebi por que chamavam “comissão” ao coronel do exército que aguardava os textos num confortável sofá da Sociedade Harmonia, empunhando um lápis que dum lado escrevia a azul e doutro, a vermelho).

À noite, o cenário mudava. A sala escura da oficina, onde a máquina repousava, enchia-se de burburinho: toda a gente, desde o avô aos caixistas, iam passando por lá, enquanto a máquina va-verrrum, va-verrrum começava a trabalhar e ia sendo “alimentada” e oleada pelo tipógrafo-mecânico. Colocados os tabuleiros e as resmas do papel, vinha o momento mágico, aquele matraquear ritmado e contínuo que ainda hoje perdura na minha memória carregada de saudade: va-verrrum, va-verrrum, tac, verrum, tap-zzz-tap – e aí estavam quatro páginas impressas. Lindo! Parecia magia. Depois mudavam-se os tabuleiros e as resmas impressas voltavam à posição original para serem imprimidas no dorso, e tudo recomeçava: va-verrrum, va-verrrum, tac, verrum, tap-zzz-tap, va-verrrum, va-verrrum, tac, verrum, tap-zzz-tap… oitocentas vezes, ou mais, se a época do ano exigia maiores tiragens.

Era a vez de meu pai, conjuntamente com os caixistas de serviço, entrarem em acção: Primeiro, as folhas eram dobradas ao meio para fazerem os cadernos e, a seguir, estes tinham de ser dobrados  

em quatro, receber as cintas - etiquetas coladas com uma cola viscosa. Uma lufa-lufa pegada, pois os jornais que saiam para os assinantes “de fora” tinham de entrar na estação dos correios, salvo erro, até às sete e meia, para poderem estar em casa dos leitores na manhã seguinte. E estavam. 

(Os restantes exemplares seriam levantados pelos ardinas, às sete da manhã, na tipografia, de onde saltavam para acordar a cidade com a gritaria: “Democracia… Olh’á Democracia… traz a notícia do fogo dos Canaviais! Olh’á Democracia!”)

Aquele cheiro de óleo e tinta não contaminou o meu sangue; mas deu uma espécie de consistência ao meu espírito. Não admira, pois, que o “diário republicano Democracia do Sul” tenha sido - e continue a ser - parte da minha família. Não admira que, mais que uma lágrima de recordação, ele persiga objectivos éticos, enchendo o meu orgulho, cimentando meus ideais, como se o jornal fosse ainda hoje, a presença e vida de meu avô.

 

Se eu fosse rico…

Na “Democracia do Sul” publiquei, ainda adolescente, a minha primeira crónica (as anteriores quadras no “Corvo”, o jornal da Academia de Évora, ou os textos didáctico-pedagógicos em “O Leme”, por volta da data dessa crónica, não contam para nada).

Depois disso, fui “cronicando” por aqui e por ali, jornais e revistas de maior ou menor expressão, mas nenhuma peça me encheu mais o peito que “Simum”, a primeira crónica satírica, cujo original perdi há muito, a propósito do Verão na capital alentejana.

Mais que “na massa do sangue”, o jornalismo perdura em mim desde o “va-verrrum, tac, verrum, tap-zzztap”. A carteira de jornalista chegou tarde, quando a aposentação não conseguia preencher o meu receio de uma inutilidade senil.

Mas, se alguma vez a lotaria se tivesse lembrado de mim, provavelmente a “Democracia do Sul” ainda viveria e estaria hoje a espelhar, em papel, a indignação provocada pela recente abolição do feriado de 5 de Outubro, aniversário da implantação da República Portuguesa.

 

Do papel à blogosfera 

Perdi a vontade de colaborar (sempre gratuitamente) com os donos da imprensa mal-agradecida. Não deixei de “botar” ideias em papéis: romances que começam e de que deixo de gostar mal começam, peças de teatro que jamais serão representadas e acabarão por ser consumidas no amarelecimento do papel e lançadas ao lixo, como outros escritos já foram. A carteira de jornalista deu para eu fazer um pouco de tudo – de repórter a crítico e cronista, de maquetista a editor. Ao invés de ganhar alguma coisa com isso, só perdi, em termos materiais. Pensei que era tempo de parar, o que fiz há alguns anos.

Mas um acaso e a necessidade de produzir um blog específico, de matriz política, “obrigou-me” a entrar no mundo da blogosfera. Não é o mesmo que um jornal. Não se palpa, não se manuseia, não é oferecido na rua a transeuntes desatentos, não passa de mão em mão nem repousa sobre a mesa do café da esquina. Não se arquiva numa estante do escritório. Nem sequer recebe subsídios pagos com o dinheiro dos nossos impostos.

Mas parece-me que poderá ser uma forma de “dar um pouco de mim” a quem o queira tomar.

Assim nasce este blog, hoje, em Quarteira. Oxalá ele possa cumprir um pouco do muito que dele espero. Não é por acaso que ele surge hoje à luz do dia; é que celebramos, nesta data, a fundação do Partido Republicano Nacionalista, um partido que trazia, na sua génese, a esperança.

 E.G.

 Este blog não está interessado em aderir ao novo Acordo Ortográfico da Língua Brasileira. Por isso, escreve no que entende ser Português escorreito

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Publicado por democracia-do-sul às 00:35
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6 comentários:
De Carlos Reis a 27 de Fevereiro de 2012 às 17:29
Parabéns pelo (re)nascimento


De António Ramalho a 27 de Fevereiro de 2012 às 17:49
Longa vida, amigo Geraldo! Há que anos não sabia de ti. Vejo que continuas jovem (de espírito, claro), o mesmo jovem com quem eu brincava e cresceu comigo.
Évora, sem ti e sem mais uns quantos que deixaram saudades, já não é a mesma., já não é a nossa Évora.

Felicito-te pela iniciativa deste blog. Um Abraço.
Ramalho


De Tem medo de mostrar-se a 28 de Fevereiro de 2012 às 02:19
A vida é assim, caro Ramalho. Ela encarrega-se de nos espalhar por este mundo que eles dizem que é global.
Também raramente tenho ido a Évora. Fico melancólico com as recordações de outros tempos e por nunca encontrar os velhos conhecidos; uns porque estão por aí semeados e outros porque partiram para a viagem que todos temos de seguir.
Quanto à juventude... pois é... a gente tenta agarrar-se a ela mas o importante é não parar.
Vai aparecendo por aqui, meu caro. Quando voltar a Évora dar-te-ei um alôzinho se, entretanto me deres um número para onde ligar; mas fá-lo por e-mail, não aqui.
Um abraço
G.


De Tem medo de mostrar-se a 27 de Fevereiro de 2012 às 17:52
tudo a preto e branco não tem piada nenhuma meus amigos


De HM a 29 de Fevereiro de 2012 às 00:51
Parabens pelo blog.


De Luis Ramos a 6 de Março de 2012 às 04:34
Excelente descrição. Eram tempos românticos!
Continuem. Sed não desistirem, a Democracia do Sul promete.


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