Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012

SOLIDARIEDADE SOCIAL?

vinte e seis cêntimos por dia 

Ponto prévio: não sou comunista; mas aplaudo cada uma das palavras desta jovem comunista.

E não digo mais nada. Só lembro que um simples café não custa menos de sessenta euros.

E.G.

  

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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012

BOM SENSO

Em visita ao Hospital de Faro, no passado dia 22 de Agosto, o ministro da Saúde garantiu, publicamente, que as urgências no Centro de Saúde de Loulé se irão manter em funcionamento, contrariando noticias que apontavam para o seu encerramento.

Satisfeito com a decisão do ministro, que veio ao encontro das posições da câmara e da assembleia municipal, Seruca Emídio, presidente da autarquia, afirmou, em comunicado, que “fica provado que este processo foi gerido da melhor forma, com serenidade e bom senso, colocando de parte oportunismos de circunstância”.

Que pena que os “oportunismo de circunstância” sejam, tantas vezes, os «argumentos» prevalecentes! Quem regularmente assiste às reuniões da assembleia municipal louletana o que verifica, pelo contrário, é a radicalização de posições, assente em razões de cá-cá-ra-cá. Vale a pena perguntar: quantas vezes é que os eleitos para esse órgão autárquico têm posto de parte tais oportunismos, e centram a sua “acção politica na resolução dos problemas das populações”?

Bom senso é preciso, sim senhor. Era bom que todos pensassem assim, e esquecessem, de vez em quando, que “o que é preciso é apear «os outros», para ver se ocupamos os lugares deles” - que tal é a orientação da dita «oposição política» louletana, o mais acabado exemplo da incapacidade, inutilidade, irracionalidade e impreparação dos «formados nas jotas».

E.G.

  

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Publicado por democracia-do-sul às 01:22
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Sábado, 18 de Agosto de 2012

A ARTE DE NADA DIZER

"me engana, que eu gosto..."

 

Pronto, aquela coisa a que pirosamente em Portugal se nomeia, em francês, «rentrée», lá começou e como habitualmente, com o denominado Pontal, que é um pinhal em Faro que se mudou para o Calçadão de Quarteira e este ano, eles, os organizadores sociais-democratas (e nós), bem sabem porquê, se encerrou num parque que mete água até mais não.

A encenação não valeu de nada. Toda a gente percebeu que o primeiro-ministro apenas se quis esconder de eventuais provocações. Não da «fita» do Bloco, que com 42 automóveis no sentido Quatro Estradas - Quarteira e 36 no sentido inverso, caiu no ridículo ao não alcançar o apoio popular. O Bloco teve o cuidado de avisar muito bem o que ia fazer, para que aquilo resultasse em nada.

Mas entremos, então, no que interessa: a longuíssima prosa de Passos Coelho. Os jornais nacionais, lá estiveram, mortiços, desinteressados, como quem está chateado por lhes quebrarem as férias; como os esforçados jornalistas do Diário de Notícias, de quem são as fotos que acompanham este artigo. Das agências noticiosas, apenas compareceram os meus amigos da Lusa, que me restaram do tempo em que usei a carteira de jornalista, e que fizeram o favor de me transmitir os olhares trocistas e os sorrisos mal contidos quando o PM anunciou que «o ano de 2013 vai ser o da inversão…» Caramba! A isso se chama ousadia ou poderes divinatórios.

 "me engana, que eu gosto..." 

Mas Passos Coelho fez questão, sob as tímidas palmas dos, nessa altura, já esfomeados comensais, que está «muito confiante». Mas confia no quê, esta criatura a quem falta carisma para liderar um partido onde há muito boa e competente gente?

Enfim, lá deixou umas alfinetadas na herança socialista e, imprevidentemente, lá foi provocando os socialistas no caso da aprovação do orçamento para 2013. Bolas! Então o homem ainda não percebeu que, nesta altura do campeonato, a discrição é o melhor caminho? Ele ou a sua «entourage» (também conheço umas palavras francesas, vêem? ) já terá avaliado quais as consequências de um chumbo socialista? As últimas sondagens já põem Seguro 11 (onze) pontos à sua frente; o PS já só está a um ponto do PSD e a maioria… viste-la!

Coelho quererá que Seguro seja o primeiro ministro agora? Ambicioso, ignorante e incapaz por troca com um incapaz, ignorante e ambicioso?! Pobre povo português. Inditosa pátria que tais primeiros» tem! 

 

Ninguém estava à espera de grandes novidades, da parte de Passos Coelho. O homem, de tribuno nada tem e por isso, os seus «improvisos» deixam transparecer que por detrás dele, os seus «speachwriters» (e esta, hein? Decididamente, a política torna-nos poliglotas) também não estão à altura. (Coisas das universidades que oferecem diplomas aos Relvas e Sócrates desta santa terrinha).

Mas, se de tribuno nada tem, a sua argumentação, a forma de encadear ideias e raciocínios consegue ser mais lamentável que a daquele almirante primeiro ministro que tivemos há anos e que desabafava, à falta de outros argumentos «Bardamerda para o fascista!».

Senão, oiça-se a gravação do discurso e entenda-se como é que um primeiro ministro de um país à beira do abismo, pretende fazer passar a imagem de normalidade e como pervaga, sem que nada o faça prever, para uma espécie de ameaça: - Ai não me deixam «palmar» os subsídios aos reformados e funcionários públicos? Então, vão ver como é: vou sacar a todos, ainda mais! E prometeu ser ele próprio o portador dessas más notícias logo que as tenha definido.

Obrigadinho. Pela minha parte, dispenso o «alívio para as famílias» que o ex-jota anunciou; se esta é a amostra… Com tanto «alívio», vamos ter que gramar um governo socialista, mais depressa do que esperávamos. Afinal o desemprego já passou a fasquia dos 15 por cento; e a «troika» (que é quem manda nos Coelhos que julgam que mandam alguma coisa) acha pouco. A «troika» quer mais despedimentos, salários mais baixos, menos apoios sociais. Foi no que deu entregarmos a soberania nacional aos credores. Foi ainda o resultado de um mal aconselhado chumbo do PEC 4. Que resultados dramáticos trará a não abstenção do PS ao orçamento de 2013? Passos Coelho pensou nisso? 

 

Os outros partidos, é como se não existissem. O CDS simula estar calmo. Sabe perfeitamente que, se este governo cair, fecham-se-lhe as hipóteses e as «portas» para outro governo. O PCP, à falta de propostas consistentes, repete o seu argumentário até à exaustão. Usa o discurso populista mas vácuo de quem sabe que nunca será poder – satisfaz a clientela e nada ajuda a resolver.

E Cavaco? Serve para quê? Não consegue (nem tenta) pôr ordem no galinheiro? Não tenta, com certeza. Senão, teria lido previamente o pobre discurso do primeiro ministro e tê-lo-ia (?) demovido das bravatas do Pontal que não é Pontal.

A Coelho falta a sensibilidade para gerar uma empatia mobilizadora com a generalidade dos portugueses, particularmente com os que mais têm sido sacrificados até agora. Isso viu-se no que o nosso informador chamou de «míseros aplausos» na festa do parque aquático, o Pontal – a «rentrée» que Passos Coelho tem bastas razões para tentar esquecer, mesmo depois de poupado a insultos e provocações do Bloco, «à pala» de umas portagens que os bloquistas sabem ser irreversíveis.  

E foi para isto aquela distribuição de bandeiras e aquele discurso de 40 minutos? Tanta expectativa na comunicação social e por parte dos comentadores políticos sobre o que se esperava do discurso de Passos Coelho só poderia redundar numa tremenda e angustiante desilusão. Talvez por essa razão, no jantar do parque aquático estiveram apenas os «profissionais» da política laranja.  

Seruca Emídio também lá esteve. Obrigações do ofício. O presidente da Câmara leu umas palavras cautelosas e não disse, com certeza, outras que lhe apeteceria ter dito sobre a relação das autarquias com o governo. Devia ter dito. Pelo menos, para tentar perceber por que razão a Fundação António Aleixo corre sérios riscos de perder os apoios de que carece para poder cumprir os seus nobres propósitos. Isso, se calhar ficou para dizer, em privado.

Uma última nota que reflecte a «esperança» dos portugueses: quarteirenses, que se vissem por lá… talvez uma dúzia.

E.G.

  

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Publicado por democracia-do-sul às 14:29
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012

QUE PAÍS É ESTE? A CORRUPTLÂNDIA?

O governo de Sócrates criou o sistema de «empresa na hora» - pouca burocracia, menos entraves, mais celeridade, maiores facilidades. Pareceu uma medida boa.

Tão boa que a troika a adoptou logo, com outros parâmetros: exigiu «privatizações na hora»: a TAP, a RTP, a REN, as Águas de Portugal têm de sair das mãos do Estado (o Estado somos todos nós) para passar para as mãos capitalistas, da forma mais simples, sem burocracias, papeladas, chatices.

Entregar os já escassos bens públicos ao capitalismo selvagem é oiro sobre azul para empresários portugueses e estrangeiros sem escrúpulos. Qualquer privatização, só por si, é campo adubado de consequências imprevisíveis. Uma privatização sem regras transparentes, como a troika exige não vai comportar apenas corrupção. Vai trazer, de certeza, a falcatrua, o tráfico de influências e, finalmente, o roubo. O roubo ao Estado – o roubo a todos nós.

Quem percebeu o memorando da troika não terá deixado de se surpreender pelo facto de ali ser exigida a venda urgente, até final de Agosto, do negócio da área da saúde da Caixa Geral de Depósitos. Porquê? É fácil perceber:

António Borges, que foi quadro de um dos três ramos da troika, e que foi nomeado pelo governo como consultor para gerir as privatizações, é funcionário administrador da firma Jerónimo Martins, do grande benemérito Soares dos Santos, o homem mais rico de Portugal… que paga os seus impostos… na Holanda.

Ora Soares dos Santos já anunciou a criação do seu negócio na área da saúde. Se vai adquirir à CGD esse «negócio», é perfeitamente claro que tal aquisição será, por ajuste directo, ou seja, sem concurso e, provavelmente, sem consulta sequer, pois em tão curto espaço de tempo, o contrário não será possível.

Talvez se faça um processozinho com umas dezenas de páginas arquivadas. Daqui por uns meses, quando todos já falarem em tráfico de influências, corrupção, luvas, etc., o processo desaparecerá misteriosamente, como aconteceu com o processo da compra dos submarinos.

E mesmo que se prove, como na operação «Monte Branco», que houve vigarice, crime financeiro de milhares de milhões de euros, cá estará um governo complacente (para os ricos), a lançar uma amnistia que significa a rendição do Estado (a nós náo perguntaram nada, pois não?) ao expediente, ao crime financeiro organizado, discriminando negativamente os cidadãos cumpridores; os que sempre têm de pagar e nem têm direito de bufar.

Corrupção? Ná! A troika não deixava!

E.G.

  

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Publicado por democracia-do-sul às 12:13
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

UM PAÍS DE FAZ-DE-CONTA?

Falar de submarinos,

relembrando 60.000 fotocópias

 

Na altura, pareceu estranho, para não dizer suspeito: um ministro, na véspera de terminar o seu mandato num país de faz-de-conta, sacou do ministério que geria mas que, evidentemente, não era de sua propriedade, 60.000 (sessenta mil) fotocópias cujo destino só ele conheceu.

Para tal ser possível, esse ministro, que, por acaso e só por acaso, era da Defesa Nacional, contratou para o efeito, segundo o próprio declarou na altura, pessoas alheias ao ministério.

O dito ministro, desse país de faz-de-conta, parece que nunca soube distinguir que uma coisa é exercer funções partidárias ou particulares e outras é exercê-las no Estado.

Espantou como documentação que deveria ser do conhecimento de um número restrito de pessoas, andou nas mãos de um/uns estranhos, o qual(is) não poderia(m) ser incluído(s) nesse número restrito de pessoas que podem mexer em documentos oficiais, confidenciais ou secretos  e, muito menos, copiá-los.

Num país que não fosse de faz-de-conta, o ministro deveria ser suspeito de espionagem, mas, no caso vertente, o nosso homem, de forma arrogante, foi ouvido para a televisão, onde confirmou os factos, dizendo que só fo­to­co­piou do­cu­mentos pes­soais – 60 mil pá­ginas de do­cu­mentos pes­soais?!

Mais tarde, os jornais noticiaram que esses do­cu­mentos foram entregues a uma em­presa, para que os di­gi­ta­li­zasse. E foi al­guém dessa em­presa quem pôs a boca no trom­bone: que eram mais de 60 mil pá­ginas e que al­gumas delas di­ziam “se­creto” e que, havia documentos sobre o Iraque, a NATO, a ONU, os casos Portucale e da aquisição de submarinos, e sabe-se lá que mais.

Em qualquer país que não fosse de faz-de-conta, ou onde existisse uma réstia de noção de Estado, o nosso homem seria interrogado pelos serviços competentes e seriam a analisados os documentos que, naturalmente seriam apreendidos, responsabilizando (criminalmente?) o autor de tamanha enormidade; mas, numa terra de faz-de-conta, o ministro achou a situação naturalíssima. E quem veio depois dele, também.

Meses depois, o então já ex-ministro nem sequer foi ouvido num caso de abate de sobreiros, como já o não fora nos casos de uso indevido de uma viatura de luxo de uma universidade nem das irregularidades desse mesmo estabelecimento de ensino…

Atenção: estamos a falar de um país de faz-de-conta. Nada que nos diga respeito nem envolva qualquer ministro conhecido.

Agora, desta vez e num país que já nos diz respeito, os jornais noticiam que desapareceram documentos relativos à aquisição de submarinos, um caso que já se provou, na Alemanha, que deu lugar a subornos e corrupção.

Se fosse no país do faz-de-conta, mesmo aí, talvez se soubesse quem tinha as fotocópias ou onde andavam os originais. Mas isso seria no país do faz-de-conta. Em Portugal, não se tiram ilações.

E.G

  

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Publicado por democracia-do-sul às 13:45
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Sábado, 11 de Agosto de 2012

SE QUERES SER BOM... MORRE

ou vai-te embora

 

O «Diário Económico» promoveu um inquérito, a que corresponderam mais de onze mil leitores com voto válido.

O «Diário Económico» é um jornal especial, muito distante do «Correio da Manhã», essa espécie sensacionalista/imbecil que se situa entre o «Jornal do Crime» e a «Maria», tão querido dos portugueses e, em particular dos algarvios. Não. O Diário Económico é, neste momento, talvez o jornal mais sério e independente deste santo país.

E qual foi o tema desse inquérito? Perguntava o jornal «qual foi o melhor primeiro-ministro português da era pós 25 de Abril».

 Agora, que Mário Soares, que estabilizou o país no período pós-revolucionário e o retirou do perigo de banca rota depois, e que Maria de Lurdes Pintasilgo, a primeira a introduzir as grandes medidas sociais, já passaram à história, na memória das actuais gerações pensantes, a resposta só pode ter surpreendido incautos: por uma grande e apreciável maioria  e com mais de dois mil votos sobre o actual primeiro-ministro, os inquiridos foram claros na escolha: José Sócrates.

Qual Cavaco? Qual Barroso? Quais Balsemão, Mota Pinto ou Freitas do Amaral? Quais Nobre da Costa, Pinheiro de Azevedo, Guterres e mesmo Sá Carneiro? De Santana Lopes ainda se lembraram e, imaginem! – até lhe atribuíram um pouco mais de mil votos. A Cavaco, mostraram-lhe o seu prémio: um valor residual, como a tantos mais.

Devo esclarecer: Sócrates não suscitou as minhas especiais simpatias, nem os meus votos. Mas, em abono da verdade, acho mesmo que, até ao momento em que cedeu à chantagem dos professores, o seu ministério foi impecável. Depois… foi cedendo a chantagens várias, a instintos eleitoralistas e, sobretudo, não pôde resistir à crise em que, de forma directa, o capitalismo da América primeiro, e de formas ínvias, o da expansionista Alemanha depois, nos fizeram mergulhar.

Poderia ter feito melhor? Talvez não. Só se não lhe tivessem chumbado o PEC 4 é que o saberíamos. O que sabemos agora é que aqueles chumbaram o PEC 4, depois, só têm vindo a fazer pior. Muito pior.

Com a amostra de alternativa que aí vem, que usa, por nome, Seguro e, por evidência, a insegurança de conhecimentos, não nos admiremos que o povoléu, um dia, comece a bramar: «Zé, volta. Estás perdoado».

 

PS: O «Expresso» de hoje traz mais uma sondagem: popularidade de Cavaco e de Coelho, igual a zero! E da popularidade das instituições da Justiça… nem é bom falar, tal é o modo negativo como os portugueses as vêem.

Está visto, temos de mandar vir de fora quem nos governe! Merckle bem tenta. Lagarto, lagarto, lagarto. Mais vale comprar alguém numa loja de chinês!

E.G.

  

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Publicado por democracia-do-sul às 15:51
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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2012

AGARREM-ME, SENÃO EU MATO-O!

Chega-nos à mão o anúncio de um buzinão para «comemorar» a denominada «Festa do Pontal», local que dantes pertencia ao concelho de Faro mas que agora, talvez por milagre do «acordo de delimitação dos concelhos SerucaEmídio/MacárioCorreia», foi transferido para a freguesia de Quarteira, a fim de que nesta cidade, calmamente, possa decorrer o jantar anual do PSD, que marca o seu regresso de férias às lides partidárias.

Segundo essa notícia, a comissão organizadora do evento (não da festa dos sociais democratas mas sim do buzinão) o objectivo é a exigência da abolição das portagens na Via do Infante.

Nada de novo, portanto: uma pretensão que se repete um pouco por todo o país onde acabaram as chamadas «scuts». Uma pretensão que, no Algarve se assume como de maior importância, porque as obras da EN 125, a alternativa à auto-estrada (?) algarvia, ameaçam a fama das «obras de Santa Engrácia».

Os organizadores desse tal «buzinão», ao que dizem, atribuem às portagens as culpas de este ano se verem nas estâncias e estradas algarvias muito menos automóveis de matrícula alemã ou britânica, que em anos anteriores à crise.

Ponto final. A notícia era esta.

O que a torna curiosa é que os referidos organizadores tenham anunciado que o buzinão será precedido por uma «marcha lenta» cujo percurso descrevem pormenorizadamente, desde Boliqueime até Quarteira.

Descontando o incómodo aos utentes desses percursos, programado para o final de um dia de trabalho, quando todos almejam pelo regresso aos seus lares, o facto parece curioso pelo seu estilo «agarrem-me senão eu mato-o» já que, anunciada a acção, não é crível que as autoridades policiais estejam pelos ajustes de permitir que umas dezenas de «habituais» se dêem ao trabalho de incomodar todos os demais cidadãos, estejam estes conformados ou não com a introdução das portagens na Via do Infante.

Assim, o mais certo é tal «marcha lenta» poder ser neutralizada e o seu anúncio não passar de um daqueles casos do “agarrem-me … senão eu mato-o”, tão característico da bazófia nacional. Quem assim age procura, normalmente, o seu minuto de «evidência» pessoal; mas também receia um momento de verdade.

Quase sempre o “agarra-me, senão…” não visa só os adversários – neste caso o poder; pretende afirmar uma liderança, visa o alargamento do um espaço de influência e de intervenção pessoal.

Assim, o “agarra-me, senão…” arrisca-se a ser, uma vez mais, um acto falhado, uma vez que o seu resultado depende sobretudo da resposta do adversário e da sua susceptibilidade de se atemorizar, ou não, pelas atitudes exibicionistas.

Quanto ao buzinão… desconfio que lá dentro do pavilhão, entre a música e as bandeiras laranja que sempre são distribuídas em profusão para «decorar» o jantar e os discursos, ele se faça ouvir.

E.G

  

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Publicado por democracia-do-sul às 13:14
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Terça-feira, 7 de Agosto de 2012

A NOVA LEI DO ARRENDAMENTO

Passos Coelho garantiu que não prejudica os pobres…

Inacreditável ! -  o Presidente… acreditou nele!

A ver se entendo: o senhor Presidente da República, apesar de ter dúvidas, promulgou a nova rei das rendas, depois de o primeiro-ministro lhe ter garantido que as classes socialmente mais débeis estavam protegidas.

Será que eu ouvi bem? Será que os jornalistas que reproduziram tamanho disparate ouviram bem? E ninguém diz nada?

Então digo eu: o Presidente teve dúvidas. Isso significa que a «coisa» não estava perfeitamente clara, senão, ele não teria dúvidas. Sim, porque eu acredito que o senhor Presidente, que fez a sua licenciatura e defendeu tese de doutoramento noutros tempos em que não havia «processos de Bolonha» nem universidades específicas para Relvas outros que tais, deve saber interpretar.

Partindo desse princípio, o Presidente não soube interpretar e, por isso, claramente, teve dúvidas. Por isso só havia dois caminhos: ou a proposta de lei ia para o cesto dos papéis, ou seria devolvida à Assembleia da República para que esta fizesse obra mais asseada.

Pois o Presidente não fez nem uma coisa, nem outra. Enquanto preparava a partida para «banhos», chamou o primeiro-ministro e disse-lhe: “- Olha lá, ó Pedrinho, isto não vai prejudicar os velhos, os doentes, as famílias sem recursos económicos?”

Então, que se esperaria que o primeiro-ministro fizesse? Habituado como está a enganar os eleitores, tratou de descansar as dúvidas do Presidente: “- Prejudicar velhos, doentes, famílias sem recursos, senhor Presidente!? Nem pense nisso. Isto é até muito favorável a essa gentinha…”

E o nosso Presidente, fazendo o papel ingénuo de quem não mora no país nem lê jornais ou assiste aos noticiários da televisão, acreditou naquele poço de virtudes, símbolo da sinceridade e da verdade e… zás! “– Tomem lá portugas! Isto é o que vocês merecem por eleger xico-espertos ignorantes e mentirosos. Agora paguem e calem.”

E nós? Ora, nós, somos o rebanho pacífico que o Presidente bem conhece desde que, sendo ele primeiro-ministro, permitiu as prebendas facilitadas pelas comparticipações da União Europeia, as quais, em vez de serem aplicadas no desenvolvimento do país e no bem-estar da população, foram sendo distribuídas a… quem não deveriam ter sido. Comemos, calamos e pagamos!

Nem Salazar teve coragem para mexer nas leis das rendas. Teve-a Passos Coelho, acalmados os pruridos do Presidente, que estava de saída para a Praia da Coelha.

E.G

  

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Publicado por democracia-do-sul às 11:02
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012

MAIS VALE CAIR EM GRAÇA...

… do que ser engraçado

Durante quase 40 anos, a subsídio-dependência autárquica instalou-se no espírito dos dirigentes das diversas associações existentes na área de cada município.

Começou, então, uma quase total ausência de iniciativas conducentes à auto-suficiência das respectivas actividades.

Qualquer dessas associações tem, na generalidade, muito poucos sócios inscritos e ainda muito menos «sócios pagantes», a ponto de os nomes dos respectivos dirigentes se repetirem, de mandato para mandato, já que, dificilmente poderiam ser encontrados outros nomes para, legalmente, se proceder à substituição.

Assim, sem recursos próprios, tais associações sobrevivem «ordenhando a vaca», ou seja, pedinchando às câmaras municipais, as quais, por sua vez, deliberadamente ou não, ignoram a insignificância das actividades que os responsáveis pelas associações dizem ter executado ou se propõem fazer, e lá vão «escorrendo».

Há poucos dias, caiu-nos na mão o contrato programa estabelecido entre uma autarquia algarvia e uma associação que, para espremer bem a teta, divide a sua «justificação» em projectos, alguns que, actualmente, só existem no papel, ou têm um disfarce tão insignificante como participação em Janeiras, espectáculos (sem referir nenhum que tenha realizado), Carnaval, BTT, limpeza de praias (no dia do ambiente), 25 de Abril, ou estabelecimento de «pontes com outras instituições», ou referindo intervenção em actividades de uma IPSS.

Tão genérico é este pedido que qualquer entidade um bocadinho atenta o rejeitaria liminarmente. E, no entanto, a câmara desse município não hesitou um momento a atribuir a tal projecto umas dezenas de milhar de euros.

Será esta uma forma de equilibrar as contas do país ou da autarquia?

Certamente que os senhores vereadores que aprovaram este dislate procede-riam de outra forma se sentissem que tais subsídios lhes sairiam dos bolsos?

A menos que «outros valores» se imponham …

E.G

  

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Publicado por democracia-do-sul às 00:19
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*EDITORIAL

Este blog será… aquilo que e os editores que me acompanham quisermos que seja. Não nos declaramos apartidários nem enfeudados. Também não nos rotulamos nem laicos nem místicos. Seremos, tanto quanto possível, observadores atentos e críticos; ácidos e ásperos, quando necessário. As nossas escolhas, a moral e a ética expressas serão aquelas que a nossa consciência, vontade e princípios o ditarem. “Democracia do Sul” será local de debate se os leitores assim desejarem, desde que usem regras de correcção e de respeito. Pomo-nos ao serviço da Região Algarvia, centrando- -nos principalmente no Concelho Louletano. Nosso farol será a Democracia; nossa “dama”, a República. ooooooooooooooooooooooooo - escreva-nos - escreva-nos democracia-do-sul@sapo.pt - escreva-nos ooooooooooooooooooooooooo

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