Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

DE QUE SERVE SER BOM ALUNO…

… SE O PROFESSOR NÃO PRESTAR?

 

Finalmente, conheceram-se as conclusões do FMI sobre o estado da economia, através da divulgação, há poucos dias, do relatório semestral desta instituição.

Nesse relatório, o FMI reconhece que as medidas de contenção orçamental estão a ter um impacto negativo muito maior do que aquilo que previam e, assim, não só a Europa, mas, sobretudo, os países intervencionados, como Portugal, estão s ser vítimas de um «colossal» (termo querido do nosso ministro das Finanças) erro de cálculo.

O FMI confessa que, nos seus modelos de projecção, previa-se que, em aumento de impostos ou no corte na despesa pública, por cada euro reduzido, o PIB perderia 50 cêntimos. Acontece porém que, desde 2008, por cada euro no corte na despesa pública ou no aumento de impostos, o PIB perdeu entre 90 cêntimos e 1,70 euros, o que significa que a economia perdeu mais do que aquilo que o estado recebeu a mais. O FMI confessou o erro e reconhece-o.

A senhora Merkel e o seu fiel e cego seguidor Passos Coelho é que ainda não perceberam que a austeridade não resulta e, pelo contrário, é contraproducente. E insistem, insistem, insistem…

Os resultados estão à vista: pedem mais sacrifícios, mais austeridade para que - como «bons alunos» que se auto titulam -, com esses novos sacrifícios, possam contrabalançar os danos causados à economia e aos cidadãos. A espiral recessiva aprofunda-se.

Ora, perante a confissão desse «colossal» erro e a posterior insistência no mesmo erro, o «professor» FMI (e os seus «bons» assistentes Vítor Gaspar e Passos Coelho), teimarão em querer ostentar a estratégia do «bom aluno»?

E quem pagará o prejuízo de tamanha incompetência?

 E.G.

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Sábado, 29 de Setembro de 2012

A ESPERANÇA VIRÁ DE BARCELONA?

Em 1640, duas nações procuravam livrar-se do jugo castelhano: Portugal e Catalunha.

Portugal já fora um reino independente, apesar de ser uma região pobre; a Catalunha, ao contrário, sempre estivera submetida à corte de Madrid, mas já era uma região rica e progressista.

Filipe IV reuniu esforços para dominar a insurreição catalã. Com isso, descurou o poder sobre Portugal e este restaurou a sua independência que, até hoje, ainda mantém, apesar de continuar a ser o país mais pobre da Ibéria, caminhando, velozmente, para ser o mais pobre da Europa.

Correram os anos. Os países ibéricos, à excepção de Portugal, reuniram-se num só: a Espanha, a décima potência industrial do mundo. Portugal… esse continuou pobre, rural, desindustrializado.

De repente, surgiram ideias novas: para contrariar o domínio económico bicéfalo América-União Soviética, a Europa tinha de unir-se, constituindo uma alternativa capaz de enfrentar o poder económico-financeiro dos dois blocos.

Aos poucos, paulatinamente e com segurança, isso foi-se conseguindo. Até que nasceu a Comunidade Europeia.

Só que o mundo continuou a girar: novas tecnologias, novas capacidades, países emergentes… enfim, era a globalização. A Europa, subestimando este novo poder, repousava, aceitando, quase sem se aperceber, ser liderada pelos germânicos que, finalmente, parece terem percebido que pela força das armas nunca conseguiriam essa liderança.

Portugal entrou na Comunidade. Não podia fazer outra coisa, na sua qualidade de país mais periférico do continente.

Mas, por detrás desta paz podre mascarada de unidade, um tumor acabaria por nascer: a moeda única.

Moeda única? Nenhum dos políticos portugueses abriu um livro de História? Nenhum sabia que, ao longo dos séculos, ‘cunhar moeda’ era privilégio de soberania e de autodeterminação? Nenhum percebeu que, sem moeda própria, o país perderia ambas, ficando à mercê dos ‘donos do dinheiro’?

Eles não sabiam. Entraram alegremente, apesar de saberem que isso iria, de imediato, aumentar estupidamente o nosso custo de vida.

Agora, aí estamos nós. Temos o ‘euro’, igualzinho ao da Alemanha, da França, da Espanha e… da Catalunha. Mas continuamos a estar na ‘cauda da Europa’.

Estamos nas mãos, hoje, de três fulanos que não conhecemos, não elegemos mas que ditam o que temos de fazer para lhes pagar empréstimos e juros. Na bancarrota ou lá perto, não nos resta, sequer, a solução de jogar com a inflação como fez a dupla Soares-Ernâni Lopes para sairmos de uma situação semelhante. Agora, quem manda é quem manda no ‘euro’.

A Catalunha continua a ser a região mais rica e mais industrializada de Espanha e, no entanto, os catalães sofrem na pele os mesmos sacrifícios dos outros espanhóis. Por isso, fartaram-se.

Vão discutir, dentro de dias, se querem continuar sob o jugo espanhol que lhes não permite criar as suas próprias normas de vida.

Estou em crer que o acto eleitoral vai optar pela independência, finalmente. A Espanha perde: perde uma fonte de receita importante, perde a aparência de coesão, e, como diriam os brasileiros, perde a cara.

E que fará a Catalunha a seguir? Se quiser libertar-se de «troikas» só tem um caminho: criar moeda própria.

Se assim for, o ‘euro’ tem os dias – não muitos – contados.

Que fará a Espanha? Tentar impedir a independência dos catalães, lutando pela ‘coesão territorial’? Não creio, pois inda lhe estão frescas as memórias da sua guerra civil. Mas que vai ser um pandemónio, isso vai.

E Portugal? Ah, sim, uma vez mais teremos de agradecer à Catalunha por nos vir abrir uma porta para a liberdade. Para a  independência.  Venha o nosso ‘escudinho’,  venha a inflação;  mas livrem- -nos do governo da «troika» e deixem-nos recuperar um pouco. Com a nossa pequenez, com a nossa idiossincrasia, com os nossos fracos recursos económicos e intelectuais.

E.G.

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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012

EMU - A MÁQUINA INFERNAL

 

O Financial Times e o Daily Telegraph de hoje, debruçam-de sobre a negra situação económica-financeira portuguesa. E não são meigos. Apenas falam claro; o que em Portugal nunca acontece.

A dado passo, o Daily afirma:

“[…] Portugal cannot recover under the policies in place. The government is asphyxiating the Portuguese economy for no useful purpose. It is pain without gain. […] While mass default within EMU is theoretically possible, the country would do better to leave monetary union and restore global competitiveness at a stroke. There is nothing to be gained from dragging out the agony.

[…] I notice that his critics in Portugal tar him with the brush of Milton Friedman and the Chicago School. Professor Friedman warned against the destructive effects of EMU from the beginning. His advice to Portugal would be immediate withdrawal from the Maquina Infernal of EMU, and the immediate retrieval of Portugal’s sovereign policy instruments.

Sadly, there seems to be almost nobody in public life in Portugal willing to tell the people that membership of the euro is the elemental cause of their current suffering.”

Pois é! “Sadly"! Neste país ninguém chama a atenção para os problemas provocados pela EMU, a GDP, a «moeda única» !

E.G.
  

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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012

BOM SENSO

Em visita ao Hospital de Faro, no passado dia 22 de Agosto, o ministro da Saúde garantiu, publicamente, que as urgências no Centro de Saúde de Loulé se irão manter em funcionamento, contrariando noticias que apontavam para o seu encerramento.

Satisfeito com a decisão do ministro, que veio ao encontro das posições da câmara e da assembleia municipal, Seruca Emídio, presidente da autarquia, afirmou, em comunicado, que “fica provado que este processo foi gerido da melhor forma, com serenidade e bom senso, colocando de parte oportunismos de circunstância”.

Que pena que os “oportunismo de circunstância” sejam, tantas vezes, os «argumentos» prevalecentes! Quem regularmente assiste às reuniões da assembleia municipal louletana o que verifica, pelo contrário, é a radicalização de posições, assente em razões de cá-cá-ra-cá. Vale a pena perguntar: quantas vezes é que os eleitos para esse órgão autárquico têm posto de parte tais oportunismos, e centram a sua “acção politica na resolução dos problemas das populações”?

Bom senso é preciso, sim senhor. Era bom que todos pensassem assim, e esquecessem, de vez em quando, que “o que é preciso é apear «os outros», para ver se ocupamos os lugares deles” - que tal é a orientação da dita «oposição política» louletana, o mais acabado exemplo da incapacidade, inutilidade, irracionalidade e impreparação dos «formados nas jotas».

E.G.

  

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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2012

AGARREM-ME, SENÃO EU MATO-O!

Chega-nos à mão o anúncio de um buzinão para «comemorar» a denominada «Festa do Pontal», local que dantes pertencia ao concelho de Faro mas que agora, talvez por milagre do «acordo de delimitação dos concelhos SerucaEmídio/MacárioCorreia», foi transferido para a freguesia de Quarteira, a fim de que nesta cidade, calmamente, possa decorrer o jantar anual do PSD, que marca o seu regresso de férias às lides partidárias.

Segundo essa notícia, a comissão organizadora do evento (não da festa dos sociais democratas mas sim do buzinão) o objectivo é a exigência da abolição das portagens na Via do Infante.

Nada de novo, portanto: uma pretensão que se repete um pouco por todo o país onde acabaram as chamadas «scuts». Uma pretensão que, no Algarve se assume como de maior importância, porque as obras da EN 125, a alternativa à auto-estrada (?) algarvia, ameaçam a fama das «obras de Santa Engrácia».

Os organizadores desse tal «buzinão», ao que dizem, atribuem às portagens as culpas de este ano se verem nas estâncias e estradas algarvias muito menos automóveis de matrícula alemã ou britânica, que em anos anteriores à crise.

Ponto final. A notícia era esta.

O que a torna curiosa é que os referidos organizadores tenham anunciado que o buzinão será precedido por uma «marcha lenta» cujo percurso descrevem pormenorizadamente, desde Boliqueime até Quarteira.

Descontando o incómodo aos utentes desses percursos, programado para o final de um dia de trabalho, quando todos almejam pelo regresso aos seus lares, o facto parece curioso pelo seu estilo «agarrem-me senão eu mato-o» já que, anunciada a acção, não é crível que as autoridades policiais estejam pelos ajustes de permitir que umas dezenas de «habituais» se dêem ao trabalho de incomodar todos os demais cidadãos, estejam estes conformados ou não com a introdução das portagens na Via do Infante.

Assim, o mais certo é tal «marcha lenta» poder ser neutralizada e o seu anúncio não passar de um daqueles casos do “agarrem-me … senão eu mato-o”, tão característico da bazófia nacional. Quem assim age procura, normalmente, o seu minuto de «evidência» pessoal; mas também receia um momento de verdade.

Quase sempre o “agarra-me, senão…” não visa só os adversários – neste caso o poder; pretende afirmar uma liderança, visa o alargamento do um espaço de influência e de intervenção pessoal.

Assim, o “agarra-me, senão…” arrisca-se a ser, uma vez mais, um acto falhado, uma vez que o seu resultado depende sobretudo da resposta do adversário e da sua susceptibilidade de se atemorizar, ou não, pelas atitudes exibicionistas.

Quanto ao buzinão… desconfio que lá dentro do pavilhão, entre a música e as bandeiras laranja que sempre são distribuídas em profusão para «decorar» o jantar e os discursos, ele se faça ouvir.

E.G

  

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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012

MAIS VALE CAIR EM GRAÇA...

… do que ser engraçado

Durante quase 40 anos, a subsídio-dependência autárquica instalou-se no espírito dos dirigentes das diversas associações existentes na área de cada município.

Começou, então, uma quase total ausência de iniciativas conducentes à auto-suficiência das respectivas actividades.

Qualquer dessas associações tem, na generalidade, muito poucos sócios inscritos e ainda muito menos «sócios pagantes», a ponto de os nomes dos respectivos dirigentes se repetirem, de mandato para mandato, já que, dificilmente poderiam ser encontrados outros nomes para, legalmente, se proceder à substituição.

Assim, sem recursos próprios, tais associações sobrevivem «ordenhando a vaca», ou seja, pedinchando às câmaras municipais, as quais, por sua vez, deliberadamente ou não, ignoram a insignificância das actividades que os responsáveis pelas associações dizem ter executado ou se propõem fazer, e lá vão «escorrendo».

Há poucos dias, caiu-nos na mão o contrato programa estabelecido entre uma autarquia algarvia e uma associação que, para espremer bem a teta, divide a sua «justificação» em projectos, alguns que, actualmente, só existem no papel, ou têm um disfarce tão insignificante como participação em Janeiras, espectáculos (sem referir nenhum que tenha realizado), Carnaval, BTT, limpeza de praias (no dia do ambiente), 25 de Abril, ou estabelecimento de «pontes com outras instituições», ou referindo intervenção em actividades de uma IPSS.

Tão genérico é este pedido que qualquer entidade um bocadinho atenta o rejeitaria liminarmente. E, no entanto, a câmara desse município não hesitou um momento a atribuir a tal projecto umas dezenas de milhar de euros.

Será esta uma forma de equilibrar as contas do país ou da autarquia?

Certamente que os senhores vereadores que aprovaram este dislate procede-riam de outra forma se sentissem que tais subsídios lhes sairiam dos bolsos?

A menos que «outros valores» se imponham …

E.G

  

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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012

«Novas Oportunidades»: DOUTORES E ENGENHEIROS

O importante não é um ministro não ser “doutor»;
o importante é haver universidades que fabricam «doutores à medida»

 

Toda a gente já ficou a saber que, para se ser ministro não se precisa de um canudo. A competência não é tão facilmente adquirida como este.

A mim, pelo menos, não me incomoda nada que as criaturas tenham canudos das «jotas» ou das universidades comerciais que por aí pululam. Espanta-me, sim, o silêncio de hoje dos que ontem bramavam; como já me não surpreenderá com o ruido que farão amanhã, quando se fizer notar o silêncio dos bramadores de hoje.

Mas, como, por enquanto, a memória não me é curta, saltam-me à memória os «doutorados» que despontaram na nossa sociedade política logo após 1974. Quantos foram os «diplomados», em singulares cursos de verão, quase sempre em frequências curtas da conceituada Sorbonne? Perdemo-nos nos meandros da evocação de ministérios e secretarias de estado preenchidos por «doutores» que, por cá, nem o ensino secundário haviam concluído.

Alguém se lembra do ruído que se fez porque, no meio de tantos «doutores», um sindicalista notável mas não enfeitado com o competente canudo chegou a ministro trabalho? Ou de um secretário de estado da cultura cujo méritos lhe advinham dos poemas e não de um título universitário? Eu lembro, eu lembro…

Agora temos um Relvas que, através de «xico-espertice» mal explicada pela Universidade Lusófona, alcançou uma licenciatura; ontem, foi um Sócrates que, inconformado com o seu diploma de bacharel em engenheira civil (tirado, ao que parece, legalmente no ISEC), se promoveu com uma licenciatura na Independente (que, em termos conhecidos, também licenciou um tal de Vara (caixa numa agencia bancária de 3ª categoria), na véspera de este poder ser designado administrador de um importante banco.

Mas… quantos terão sido os «premiados»? É melhor não começarmos a pensar muito no assunto. É que o actual primeiro-ministro após um arrastado percurso académico, terminou a sua licenciatura, como que, à beira dos 40 anos, por aparente milagre, na mesma universidade cujo reitor «creditou» e avaliou Relvas…

Somos uns pais pequenino, prenhe de insegurança, à beira da mendicidade. Mas, nisto dos currículos de «doutores e engenheiros», ninguém nos bate. Como se justifica o milagre? Pois é simples: temos entre nós uma espécie de super-entidade, uma super-maçonaria que tudo rege, que fornece competência e saber - são as «jotas».

É nas «jotas» que se determina quem há-de mandar neste país. Não pela competência, mas como prémio pela dedicação e persistência. São as «jotas» que definem quem manobra as «máquinas partidárias».

Sócrates veio da «jota»; Portas, veio da «jota», Passos Coelho e Relvas vêm direitinhos da «jota». Seguro, também, ele, vindo da «jota», arrastou a custo a sua então cabeleira loira pelos bancos do liceu, dependurou uma inscrição no ISCTE, chegou a secretário de estado e, por se ter confessado «muito cansado», foi estagiar no parlamento europeu, donde voltou já «doutor», licenciado em relações internacionais pela Universidade… Autónoma de Lisboa (que, para tal, também lhe atribuiu créditos).

 

 
Diz-se que a concorrência conduz a um mais barato e melhor serviço. No caso das universidades, porém, aparentemente, as coisas não se passam assim. Parece urgente que se ponha um travão nestas fábricas de canudos. Alguém que o faça! – sob pena de vermos o ensino universitário português alvo de chacota internacional.
 
Mariano Gago, ministro do governo de Sócrates, não teve muitas dúvidas: mandou encerrar a «Independente», como já ecerrara a «Internacional». Será que Nuno Crato permitirá que castiguem a «Lusófona»?! Vamos ver, vamos ver...
 

E as «Autónomas» e outras instituições universitárias privadas, famosas por fabricarem títulos académicos «a pedido», para promoção da mediocridade e dar «competência» para cargos de chefia? - como uma que todos conhecemos, aqui bem perto...

E.G

  

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Publicado por democracia-do-sul às 22:29
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Sábado, 21 de Julho de 2012

ÁS SEXTAS, TRABALHO POLÍTICO

POLÍTICOS A SUAR EM BICA, EM VILAMOURA

 

Não sei se tiveram paciência ou oportunidade para dar uma volta, ontem à noitinha, pela marina

 Vilamoura estava no vértice do mundo. Havia uma gigantesca passadeira vermelha, fotógrafos, «flutes» de champanhe, luz deslumbrante, tudo por causa de uma «festa de Verão», promovida pela SIC, com uma inauguração «muito importante»: um bar-discoteca.

Por isso, aquilo estava cheio de «vipes»: eles eram empresários que, à custa do suor de outros, compram audis «topo de gama», ferraris, maseratis, bugattis e outros brinquedos destinados a impressionar a maralha uma ou duas vezes por ano (até vimos passar um lamborghini murcielago); eles (elas) eram umas quantas velhas carcaças a carregarem dezenas de «plásticas» para, acima do pescoço, parecerem ter menos cinquenta anos do que indica o cartão de cidadão; eles eram uma espécie de estrelas de insignificantes telenovelas portuguesas, que de estrelas só têm o fisicozinho, um palminho de cara, ou uma boa «bengala» que lhes abre portas e camas; eles eram as «caras» da televisão portuguesa, comentadores, jornalistas, animadores de manhãs ou de tardes; eles eram os ases da bola que têm nos pés a ginástica e o «dribling» que lhes faltou na caixinha dos miolos quando andavam a aprender as continhas de dividir e o b-a-bá…

Mas eram, também, «vultos» da política. Sim, senhores, viram-se por lá uns quantos autarcas, umas caras do governo (por que será que, sobretudo no verão, os ministros e secretários de estado sempre têm trabalho às sextas-feiras, no Algarve?); quase todos os ex-ministros de todos os ex-governos andavam por lá a cirandar também e, como não podia deixar de ser, havia o corrupio duma chusma de deputados. Claro!

Curiosamente, ontem era divulgada uma estatística sobre o nosso parlamento: é às sextas-feiras que os deputados mais faltam aos plenários da Assembleia da República.

Julgam que eles dizem que faltam para, vindo às quintas-feiras, não demorarem muito nas bichas da ponte, no trajecto para o Algarve ou para outro sítio aprazível? Não, senhores, os senhores deputados, todos modelos de probidade e de uma ética a toda a prova, justificam as faltas nas vésperas do fim-de-semana, por motivo de “trabalho político”.

Esqueçam-se, meus amigos que os senhores deputados gozam de um dia específico para dedicar à política nos seus respectivos seus círculos eleitorais: a segunda-feira. Eles esqueceram-se há muito e o controlo do parlamento também.

Revela o jornal «i» que também às sextas feiras aumentam as faltas com a justificação de ausência «por doença». Isto quando apresentam justificação; pois desde 2009, deixou de ser necessário que os deputados entreguem qualquer prova para justificar as faltas, já que a palavra dos deputados “faz fé” e não carece de “comprovativos adicionais”.

Gente séria, sim senhores!

Voltemos à notícia do «i». O jornal deu-se ao trabalho de fazer a estatística respeitante aos 134 dias de sessões plenárias do ano parlamentar: às quartas-feiras, a média foi de 243 faltas, às quintas 270; e à sexta-feira, nada mais nada menos que 402 deputados, em média, não se deram ao incómodo de comparecer no seu local de trabalho, para o qual são pagos (principescamente) por todos nós, mesmo por todos os que estão a ser espoliados dos subsídios de férias (os senhores deputados, como não são funcionários públicos… dão-se ao luxo de receberem os 14 salários por ano, coitados).

Qual seria o “trabalho político” que os senhores deputados da nação estavam a fazer ontem, sexta-feira, na marina de Vilamoura?

E.G

  

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Publicado por democracia-do-sul às 23:09
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Segunda-feira, 16 de Julho de 2012

ABAIXO O ACORDO !

A MINHA PÁTRIA É A LÍNGUA PORTUGUESA

 

Sabem os meus leitores do meu desacordo com o actual dito “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” (que, como podem verificar, em todos os meus artigos, apelido de ser “da Língua Brasileira”).

Consolou-me ver que personalidades com as quais nem me considero ideologicamente próximo (como Vasco Graça Moura), gente das letras e jornalistas de prestígio (como Miguel Sousa Tavares ou o inveterado Esteves Cardoso) partilham, em relação a este estúpido “acordo”, o meu ponto de vista.

Recordo frequentemente, que quando da minha passagem (igualmente cretina) pela guerra, que cumpri na Guiné, me surpreendia a pureza com que o pessoal vindo do vizinho Senegal e que amiude fui contactando, falava um francês tão ou mais escorreito como o que se falava em Paris; enquanto raros eram os autóctones guineenses que conseguiam “arremedar” a língua dos dominadores de quinhentos anos.

Pois, se, em 500 anos, não fomos capazes de difundir a nossa Língua latina, não foi de admirar que num país onde, surpreendentemente, nem sequer existe uma Academia da Língua, viessem uns mafarricos da Academia das Ciências ditar que, agora, o Português tem de moldar-se às exigências daqueles que não o foram capazes de aprender.

Por isso, resisti e continuarei a resistir, vestindo o fato (sem “c”) daqueles que se opõem ao facto (com “c”) de tais iluminados nos quererem obrigar a esquecer as raízes latinas, em nome não se entende bem de quê.

 

Foi então, com júbilo, que tomei conhecimento de que Ivo Miguel Barroso, professor da Faculdade de Direito de Lisboa, vai apresentar, talvez ainda hoje, na Provedoria da Justiça, uma queixa, devidamente fundamentada em mais de 250 páginas, contra o denominado “Acordo Ortográfico”.

O professor defende que a Assembleia da República deve aprovar uma norma que desvincule o Estado português desse “acordo”, repondo a normatividade violada, operando um autocontrolo da validade, fazendo aprovar um acto que, reconhecendo a inconstitucionalidade das normas contidas no Acordo Ortográfico e, também, na Resolução parlamentar nº. 35/2008, retire eficácia a essa [aberração], auto desvinculando o Estado português". 

Bato palmas e assino por baixo. E mais, estou com Ivo Barroso quando afirma que os cidadãos "gozam direito de resistência" ao acordo, referindo o artigo 21º. da Constituição Portuguesa, e também "de objecção de consciência e do direito genérico de desobediência a normas inconstitucionais". 

Conte comigo, professor. Eu estou a resistir e resistirei sempre.

Se desobedecer a normas inconstitucionais é um direito meu… estou nessa!

E.G

  

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Publicado por democracia-do-sul às 12:13
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Sexta-feira, 29 de Junho de 2012

A BOLA, AI A BOLA!... E AGORA?

 

Acho que o «portuguesinho valente» nem deu por isso… Eu quase não dava e, por isso, me surpreendo.
Jornais e governo da Nação ajudavam a que se não falasse no essencial, enrolando as nossas atenções nas voltas de uma bola.

Comecei a perceber que estávamos à beira de um «facto histórico» quando alguém disse na televisão que a selecção de futebol estava transformada num circo, com os «macacos» a passearem de «charrette» nas ruas de Óbidos e com um cigano a chegar ao estádio nas poltronas de um Ferrari preto (como qualquer «trabalhador», é claro).

Fui então alertado para o facto de os tais «macacos» terem sido humilhados nuns jogos a feijões por não sei que equipas do terceiro mundo da bola e foi, então, que me dei conta que esse facto – um campeonato de pontapés na bola - importantíssimo para o futuro e bem-estar dos portugueses, iria ser definido pelas «chuteiras» do Ronaldo, do Nani, do Moutinho ou do Coentrão.

Esquecidas as «charretes» e o Ferrari do cigano, tudo passou a girar à volta das conjecturas e das palavras do senhor Paulo Bento. Depreendi que se esse senhor atinasse com as tácticas e se o senhor Ronaldo atinasse com as redes dos «outros», Portugal passaria a ser um «grande país», o maior, o mais ilustre da velha Europa, talvez pondo fim aos seus terríveis problemas de défices, desempregos, falências, roubos mais ou menos declarados do governo às algibeiras do Zé Povinho.

O primeiro jogo seria contra a Alemanha daquela senhora gorda e sem pescoço, que tem um nome a começar por «Mer…». Disseram-me que os «macacos já não pareciam macacos. Que mereciam ganhar mas, provavelmente, porque a tal senhora amarrecada e sem pescoço tenha pegado no «telelé» e ligado ao seu querido Coelhinho de estimação ameaçando-o sabe-se lá de quê, os Ronaldos & companhia decidiram não enfiar o coiro redondo nas redes germânicas. Enfim…

Depois foram mais dois ou três jogos que parece que foram todos ganhos «à rasquinha», no dizer do meu vizinho Cardoso, mas que transformaram, assim mesmo, os «macacos» em homens, em jogadores, em génios… Fosse lá como fosse, as esperanças de um povo ficaram, por fim, suspensas de uma jogatana com «nuestros hermanos» que – diziam – andavam cansados e às voltas, como baratas tontas, apavorados por terem de defrontar o tal Ronaldo.

O país esplendia no vatídico bródio de uma vitória que era quase certa, porque os nossos «salvadores» tinham tido mais tempo para descansar que os castelhanos. Era só ganhar e depois ajustar as contas com os tais da Germânia. Pronto: acabava a fome, os despedimentos, as dívidas das prestações da casa.

 

Passos Coelho e «sus muchachos» esfregavam as mãos: há semanas que se não falava noutra coisa senão na quase certeza de que os deuses da bola, com São Ronaldo à frente, nos iam transformar «nos melhores do mundo» – Coelho, Gaspar, Portas, Álvaro, Teixeira da Cruz, inclusive.

Enquanto a «choldra» discutia a razão por que Ronaldo falhou um golo certo, esquecia-se das poucas-vergonhas que o governo ia lançando sobre ela – o fecho dos tribunais, a ameaça velada de mais austeridade, a não execução orçamental, o corte em mais subsídios, a subida trimestral da electricidade, o fim dos casos de excepção nas «scuts», a venda da Cimpor, da Tap, e doutras boas empresas que ainda julgamos que são nossas, a extinção de freguesias…

Os castelhanos, como de costume, vingaram Aljubarrota. O sonho apagou-se, fósforo ardido e desesperado.

Malditos «macacos» - terá pensado Passos Coelho – bem podiam ter metido um golinho nas redes do tal Casilhas… A festa durava mais uns dias. Davam-nos tempo para acabarmos de vez com Portugal…

EG


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Este blog será… aquilo que e os editores que me acompanham quisermos que seja. Não nos declaramos apartidários nem enfeudados. Também não nos rotulamos nem laicos nem místicos. Seremos, tanto quanto possível, observadores atentos e críticos; ácidos e ásperos, quando necessário. As nossas escolhas, a moral e a ética expressas serão aquelas que a nossa consciência, vontade e princípios o ditarem. “Democracia do Sul” será local de debate se os leitores assim desejarem, desde que usem regras de correcção e de respeito. Pomo-nos ao serviço da Região Algarvia, centrando- -nos principalmente no Concelho Louletano. Nosso farol será a Democracia; nossa “dama”, a República. ooooooooooooooooooooooooo - escreva-nos - escreva-nos democracia-do-sul@sapo.pt - escreva-nos ooooooooooooooooooooooooo

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